O acompanhamento Terapêutico (AT) pode ser uma alternativa para pessoas com transtornos mentais graves, depressão e inclusão de deficientes.
O acompanhamento Terapêutico (AT) é uma modalidade de atendimento que pode fazer a diferença no tratamento de pessoas com transtornos mentais graves, depressão e até inclusão de crianças deficientes no espaço escolar.
Quando se pensa no tratamento para indivíduos com transtornos mentais graves, logo vem á mente a imagem de hospitais psiquiátricos afastados dos centros urbanos. Entretanto, uma nova estratégia de intervenção em saúde mental divergente da concepção tradiocional de tratamento vem ganhando força.
O Acompanhamento Terapêutico (AT) é uma modalidade de atendimento que surgiu á partir da iniciativa de profissionais interessados em um trabalho interdisciplinar em saúde mental, que fosse além da clássica concepção de assistência. Suas premissas básicas são: a mobilidade do profissional no encontro com o paciente e a importância do reconhecimento das necessidades emocionais daquele que é atendido na construção de seu projeto terapêutico. " Ao contrário do que ocorre normalmente que é o deslocamento do paciente no encontro do terapeuta que se desloca até o paciente, fazendo com que o atendimento possa ocorrer na rua, no parque ou qualquer outro lugar que o indivíduo acompanhado esteja", explica a psicóloga Andrea Cembranelli do Grupo Médico Ana Rosa e membro do Passos e Traços - grupo de Acompanhamento Terapêutico.
O Acompanhamento Terapêutico está inserido dentro do contexto histórico da Reforma Psiquiátrica que propõe a substituição do tratamento em hospital psiquiátrico por equipamentos de saúde mental próximos á residência do paciente: os chamados centros (ou núcleos) de atenção psicossocial.
Segundo Daniela Higa ( psicóoga e também acompanhante terapêutica do Passos e Traços), "o movimento reformista tem como pilares a escuta do sofrimento do indivíduo, a importância de olhá - lo além de seus sintomas e a ênfase no fortalecimento da relação dele com a comunidade á sua volta, o que acaba também norteando o trabalho do acompanhante terapêutico".
Indicado a pessoas com dificuldade de circulação na sociedade ou com rigidez em seu papéis sociais, o Acompanhamento Terapêutico tem como objetivo ajudar o paciente a construir relações mais flexíveis consigo mesmo e com o ambiente ao seu redor.
"O acompanhante terapêutico ajuda a construir novas possibilidades de ação, diferentemente do que acontece em consultório. No local o profissional vai sentir de perto as dificuldades do paciente. Por exemplo, uma pessoa que não frequenta locais públicos compo parques por medo ou ansiedade, o profissional pode ir com ele, para ir quebrando essas barreiras e incluí-lo na sociedade. Os transtornos mentais são carregados de estigma, principalmente a esquizofrenia", disse Andrea.
Segundo Andrea o acompanhante também estabelece um vínculo com a família. " È fundamental para o tratamento este vínculo de conhecer os familiares, no tratamento convencional o profissional tem pouco convívio com a família.
Assim o acompanhante terapêutico tem como principal obejetivo acompanhar o sofrimento do paciente e transformar, junto com ele, essas vivências dolorosas em desenvolvimento psíquico e emocional.
O tratamento é indicado ainda para pessoas que tem depressão grave, crianças deficientes que estão sendo incluídas, pessoas que tem dificuldade emocional de circular em locais públicos.